
Escrevo em primeira pessoa, porque não viro as costas para as palavras. Para todo resto, talvez o faça, mas para as palavras não. As combino e encaro: de frente, por baixo, de dentro, por cima e por fora. Porque de tudo que eu não tenho, daquilo que eu sempre quis e nunca foi meu, dos meus sonhos, lutas e devaneios o que me restam são palavras, combinadas, ardidas e liquidas.
As palavras são minhas, todo resto não.
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