quarta-feira, 11 de junho de 2014

O jeito que eu sei ser.



Há quem saiba se portar como uma criança bem educada sempre, eu não. Entrego minha polidez à momentos amenos e à pessoas neutras.
Não gosto de colocar panos quentes, nem nunca gostei de tapetes.
Quem quiser engolir sapos, que o faça, mas faça sem querer ser exemplo, pelo menos não a mim. Não sou discípula de engolidores de sapo.
Se quiser saber o que eu penso, esteja pronto para verdades, eu não minto, não omito, nem preciso fazer cena. Não sei fechar os olhos, virar a cara nem aprendi a sorrir para quem, nem para o que eu não gosto. Receba a minha cara fechada e o meu semblante de reprovação, se é isso tudo o que lhe cabe.
Se quiser ouvir elogios e receber sorrisos, irá de ter que fazer por merecer. Não, eu não ignoro falhas nem quebras como algumas pessoas perdidas fazem.
A maldade por mais disfarçada que esteja, nunca será coisa boa (nem normal, nem corriqueiro) não para mim.

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